Um conhecido jornalista, mais conhecido por ser militante de um partido de Esquerda, fez à algum tempo referência (Prós e Contras, debate Monarquia/República, RTP) ao mérito que a república tem em permitir que um "filho do gasolineiro", aka Cavaco Silva, pudesse ascender a figura máxima do Estado Português...Pois o filho do gasolineiro, com os seus amigos de partido, com os seus rendimentos (e da filha) nas negociatas no BPN e SLN, de facto representa o país actual, atolado em escândalos, descrédito e falência moral. Já a nora do gasolineiro dá um magnífico exemplo de austeridade e aproveita uma visita de Estado para fazer turismo na Capadócia, por conta do contribuinte, pois claro. Hipocrisia.
A um Rei ou Rainha nunca se perdoaria este "desmando", este abuso do erário público...
Que me interessa se o pai deste PR é carpinteiro, magarefe ou trolha? Será sempre um reformado emergente do lodo político, alguém que representou interesses, facções, parcelas ínfimas do que é a nação com mais de 800 anos que é Portugal.
Quem quer saber, por esse mundo fora, que o representante máximo, político e não só, de Portugal, é filho de gente anónima mas trabalhadora? O que interessa é o peso histórico e o prestigio, incluindo os laços familiares entre monarcas das várias casas reais, quando é preciso defender os interesses de Portugal e dos Portugueses!
Recorrendo à História não muito longínqua, é sabido que D. Manuel II, já no exílio, usou a sua influência pessoal junto da família real Britânica para ajudar as tropas portuguesas durante a I Guerra Mundial;
outro exemplo - alguém tem dúvidas que Portugal só conseguiu assegurar a posse de territórios em África, antes, durante e depois da Conferência de Berlim, devido ao hábil esforço diplomático de D. Carlos I e à sua importância como chefe da casa real de Portugal?
Não é à toa que D. Carlos ficou com o cognome de "O Diplomata" - bem mais justo e dignificante que "martirizado"...
Quando foi a última vez que Portugal teve um papel central internacional?...
Até na questão da auto-determinação de Timor Leste, D. Duarte teve um papel (“Timor 87”) mais preponderante que qualquer PM ou PR...
O que desmente ainda este "conto do gasolineiro" republicano, é que na verdade, não é qualquer operário de fato-macaco que chega a PR... na realidade é preciso uma máquina bem oleada por trás do putativo servente público para que consiga chegar ao topo da hierarquia republicana.
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